quarta-feira, 1 de junho de 2011

Após longo período em alta, preços dos combustíveis registram quedas


 
Depois de sucessivos aumentos no primeiro quadrimestre de 2011, os preços dos combustíveis começaram a sofrer quedas em maio. Durante a quarta semana do mês, a gasolina com 25% de álcool anidro estava sendo comercializada por valores em média 1,68% menores em relação à terceira semana, que já havia registrado redução em comparação a períodos anteriores. A redução foi maior para o etanol hidratado, que está 4,58% mais em conta. Os dados foram revelados por uma pesquisa feita pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) entre os últimos dias 22 e 28.
As maiores quedas nos preços do etanol ocorreram Paraná (-9,62%), Rio Grande do Sul (-5,99%) e Santa Catarina (-5,02%). Entre as capitais, as diminuições mais expressivas aconteceram em Brasília (-6,69%), Rio de Janeiro (-4,70%) e São Paulo (-4%). Já para os valores cobrados pela gasolina, as reduções foram lideradas pelos estados de Santa Catarina (-2,30%) e Paraná (-1,93%), e pelos municípios de Rio de Janeiro (-1,24%) e São Paulo (-0,94%).
Na média nacional, abastecer com gasolina ainda vale mais a pena, mas o uso do etanol já está mais vantajoso em oito estados: Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo e Tocantins. Para saber qual dos combustíveis vai pesar menos no bolso, basta dividir o preço do derivado da cana pelo originário do petróleo. Se a diferença for menor ou igual a 70%, fique com o primeiro. Caso contrário, escolha o segundo.
 
MEDIDAS A ANP informou que a tendência de recuo nos preços deverá ser mantida nas próximas semanas, devido ao começo da safra da cana-de-açúcar. A queda nos valores também é reflexo de medidas governamentais. Vale lembrar que os sucessivos aumentos dos combustíveis contribuíram para o crescimento da inflação, que ficou em 0,77%% em abril, segundo o IBGE.
No dia 28 daquele mês, a presidente Dilma Roussef assinou a medida provisória 532, que determinou que quantidade de álcool misturada à gasolina brasileira deverá variar entre para 18% e 25%. Anteriormente, o índice ficava entre 20% e 25%. O documento também alterou a classificação do etanol, que foi elevado à condição de combustível, abandonando a antiga classificação de produto agrícola. A mudança permite que a ANP (Agência Nacional do Petróleo) controle a comercialização, bem como a importação, a exportação e os estoques do derivado da cana.
As medidas tiveram a aprovação de comerciantes e fabricantes de veículos, diretamente interessados nos preços dos combustíveis. Contudo, o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), destacou que poucas ações foram tomadas pelo governo nos anos anteriores. “De 1979 até aqui, não foi criada uma regra para o setor automobilístico ou para o setor sucroalcooleiro em que você não tivesse os solavancos (nos preços) que a gente tem”, disse.
Reze destacou a importância da criação de estoques reguladores, para que os valores cobrados pelo etanol fiquem menos sujeitos às oscilações provocadas pela entressafra da cana, efeito que vem ocorrendo anualmente.

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